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A influência de Paulo Freire para a Ação Educativa

Por Sérgio Haddad, coordenador institucional da Ação Educativa

Paulo Freire entra na vida da Ação Educativa, ainda nos seus primórdios, quando alguns de nós nos reunimos dentro do Centro Ecumênico de Documentação e Informação – CEDI, para preparar uma ação alfabetizadora com seringueiros no Acre, a pedido de Chico Mendes, liderança sindical em Xapuri. Depois fomos para o rio Solimões alfabetizar ribeirinhos, por demanda do Movimento de Educação de Base MEB da CNBB.

Naqueles tempos em que os sopros da democratização do país traziam Paulo Freire de volta do exílio, sua presença inspiradora se tornou fundante na constituição da Ação Educativa em 1994. De lá para cá, a força do seu pensamento nos fez seguir valorizando a dimensão política de uma educação de qualidade para todas as pessoas; mostrou o quanto as expressões culturais das periferias urbanas são indissociáveis das suas condições materiais de existência; alimentou a esperança ativa do trabalho com as juventudes; orientou o caminho da superação de todas as formas de discriminação social e institucional e na condenação propositiva das desigualdades que condenam os oprimidos a uma existência desumanizadora. Paulo Freire é força presente e inspiradora nas nossas metodologias, no trabalho de formação, na produção de materiais didáticos, pesquisas e produção de textos.

Como resultado desse processo formativo no norte do país foram criadas duas cartilhas: a Poronga e o Ribeirinho, que eram programas de alfabetização voltados para estas populações, acima algumas imagens destas produções.


Como parte das inúmeras atividades nacionais e internacionais que celebram o seu centenário de nascimento, este site é uma mostra das várias ações que realizamos como instituição e em parcerias com outras organizações que têm o pensamento freiriano presente.

O ano 2021 tem sido marcado por inúmeras crises de natureza social, ambiental, econômica e sanitária, esta última, em decorrência da pandemia causada pela COVID-19, constituindo-se na maior crise humanitária depois da Segunda Guerra. Frente a esta conjuntura, Freire nos convoca a criar sonhos, aqueles que anunciam um outro mundo possível. Nos momentos em que os caminhos parecem intransponíveis, sonhar abre as portas para construir inéditos-viáveis, ações que nos fazem esperançar. E são muitos os sinais, as ações e as possibilidades de nos envolvermos na construção de um mundo melhor.

Como nos ensina Paulo Freire: o futuro é inexorável